sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Olhando para trás

Se alguém que convive comigo ler algumas postagens antigas deste blog certamente dirá que não somos a mesma pessoa, eu mesmo diria isto, e com razão, o fato de eu ter deixado de postar há muito tempo aumentou a distância entre como estou agora e o que já está escrito aqui.

Os caminhos que escolhi me dão hoje alguns adjetivos dos quais me envergonho, calma, apenas estou começando pelo lado negativo, mas, sim, cometi alguns erros novos e estou pagando à prazo o devido preço. Revivi sensações e sentimentos antigos, que mexem com toda minha estrutura emocional, na verdade, me desestruturam e imprimem em mim um rosto sem expressão, indiferente.

É como se eu estivesse sentado pro espelho e pensando "Paiva, o que foi que você fez, cara?" e a resposta ser, quase que, tudo aquilo que eu lutava para não fazer... "...o mal que não quero esse eu faço..." (Rm 7.19) É humilhante, é destruidor, quão feio isso me torna. Pra onde ir agora? Pra quem enviar sms numa hora dessas? Que história lembrar que massagear o Ego? Alguma música? Ou simplesmente aceitar que "todo mundo erra sempre, todo mundo vai errar.." e seguir errante? Não adiantaria nada saber as respostas destas perguntas, pois não são elas que deveriam ser feitas, mas apenas uma pergunta só: É isso que Deus quer pra tua vida, sinceramente?

A partir dessa pergunta começo a mudar meus pensamentos, meus planos. Não, não é isto que Papai quer pra minha vida! Então não posso mais olhar pra trás, não posso voltar a viver de aparências, nem investir naquilo que é passageiro. Bom, vai ser trabalhoso reorganizar meu planejamento pessoal, minha prioridade, minhas amizades e hábitos, pois tudo que aconteceu, tudo, me tirou dos eixos, pois sou fraco o suficiente para me desestabilizar (isto me fez lembrar posts antigos também) .E apesar de acreditar que Deus age através de pessoas e de, até mesmo, confessar e pedir oração pra algumas dessas pessoas sei que tenho que aguentar sozinho, sofrer calado:

"É bom que o homem suporte o jugo enquanto é jovem.Leve-o sozinho e em silêncio, porque o Senhor o pôs sobre ele.Ponha o seu rosto no pó; talvez ainda haja esperança.
Ofereça o rosto a quem o quer ferir, e engula a desonra.
Porque o Senhor não o desprezará para sempre.
Embora ele traga tristeza, mostrará compaixão, tão grande é o seu amor infalível."

(Lamentações 3:27-32)

E é chato pra mim, e pra quem é cristão no geral, (re)começar do zero, ler os mesmos versículos, lembrar daquela música que canto desde os quatorze anos... "...mostra-me, revela-me aonde eu caí e me afastei de Ti, Jesus, preciso de Ti, Jesus..." Mas é o que tem que ser feito!Vou aprendendo que pra tudo existe um tempo. Vou descobrindo que sem Deus eu sou um ninguém.


Daqui há um tempo quando eu estiver olhando pra trás que eu veja o quanto cresci com isso, que eu esteja num lugar onde eu não esqueça do que me põe "no eixo."

paz

Um comentário:

  1. Sei exatamente como vc se sente nesse ponto de recomeçar do zero e perceber aonde exatamente nos afastamos de Deus. Erros são comuns, conforme eu mesma disse um dia desses (jesuscidentemente no mesmo dia em que vc fez este post): As vezes as pessoas esperam de vc uma força que vc não tem, uma maturidade que ainda não existe, que vc não cometa erros. Mas estamos em crescimento espiritual ainda e é comum ter pensamentos infantis as vezes.
    Quando a gente aprende a falar, nunca escorrega no português? Quando aprende a andar, nunca cai? Quando aprende a escrever, não usa nunca a borracha? Cometemos erros – é fato. Não podemos nos deixar abater por isso, lembrar que NEM DEUS olha pro nosso passado e fazer o mesmo que Ele é algo as vezes complicado. A questão é que a única forma de olharmos pra trás deveria ser pra nunca esquecer de cada degrau galgado pra estarmos mais próximos do centro da vontade de Deus, ok?
    Baci

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